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Nunca escrevi enquanto morna, sempre foi preciso a alma quente ou o coração em caos. Sem emoção não há palavras. Não há rimas. Sem vida não há história pra contar. Atrás de todo texto lindo, existe um poeta triste ou apaixonado. Em cada canção, uma emoção escondida em cada linha, um coração pulsando numa entrelinha.

Uma história que quis continuar, uma história que começou e outra que acabou de terminar. Ainda assim, ainda assim, vale mais a emoção da vida do que a escassez d0 sentimento. Eu agradeço mais uma vez a música que toca aqui dentro, oras triste, oras rindo por se sentir… porque sentir é melhor que não sentir nada… e as palavras que agora querem me abraçar e eu as beijo através dos dedos que vão despindo a minha alma sem medo de se expor… Sem questionar.

E o próximo capítulo, eu não quero espiar. Que a vida me surpreenda. Eu me deixo viver. Sem roteiro eu escrevo as novas linhas, como  criança que no fundo sempre espera uma entrelinha de vida pra se revelar como segredo guardado. Eu mentiria se dissesse que não guardei meu próprio coração num potinho com medo de sofrer.  E agora… agora… Afrouxei as roupas da alma. Tirei a maquiagem toda. Deixa todas essas rugas aí. Limpa, transparente, me sentei confortável no quintal da vida a rir de tudo que venho escrevendo até aqui, de toda a emoção contida… desse lindo e doido coração, que  é capaz de sentir mil vezes um furacão em uma única vida que até parece pequena pra tudo que quer dizer, ser, viver…

Foi tudo aquilo que eu já sabia e já esperava que ia ser. Não houve nada de novo e os dias iguais me pediam mais. Eu precisava de mim pra me reinventar. E esse tipo de coisa ninguém pode fazer por você: viver, reviver. renascer.  Eu precisei ir lá naquele profundo mar de alma pra poder escrever o que eu quisesse. Eu precisei criar forças pra me enxergar, pra derrubar todos aqueles muros tão fortes… e os que eu não consegui derrubar, eu pichei meu nome  com estrelinhas coloridas e os trechos das músicas que me lembravam o caminho pra voltar, pra amar.  Chorar abraçada em mim todas as feridas da alma, perder tudo, ficar com nada.

Que perder sempre foi ganhar e ganhar quantas vezes mesmo foi perder??? Nem sei. Não guardei nada. Não houve mágoa que aguasse, não houve orgulho que resistisse, não ouve silêncio que abafasse o som. Quando a nossa alma grita, a gente acorda.

E a verdade continua sendo a mesma, eu só quero te escrever pra sempre no céu estrelado da minha alma. E sentir o quanto dói a vida me cabendo apertada. E sentir, sentir, sentir….. que sentir é melhor que não sentir nada…. que mesmo gota eu quero ser um rio cheio d’água. Eu quero inundar de emoção cada linha dessa vida que não quer passar apressada.

E eu estou chovendo em mim pra me nutrir, pra flo-rir emoções.

Beta Lotti

 

Sugestão de música pra esse texto:

 

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